Foi assim
(Neyde Noronha)

Foi assim...
As minhas fantasias acabaram
Os sonhos, ilusões, perdiam-se no dia-a-dia
Perdi o costume de me apaixonar
Perdi a paciência de ouvir a bonita voz ao telefone
Não menti que gostaria que estivesse comigo
Com convicção pedia respostas
Fidelidade, achava impossível
Meus impulsos diziam que havia de esperar
Sempre teria muito a dizer
A sentir.
Mas tudo foi muito rápido.
Respostas vieram

Hoje
Perguntas não serão mais feitas
Promessas nem pensar
Me esquivo de todas elas
Mesmo de quem marcou o meu sonhar

Não, não quero ouvir mais o telefone tocar
Na mesma hora
Depois que ela voltou
Ele emudeceu

Previa

Um objeto
Vive e morre
Na impossibilidade
Do sonho que poderia ser possível

A esperança de um abraço

Então
Nunca haveria de acontecer
Este amor
Nunca teria
Solidão possível
Mas desabafo a minha dor
Deito-me, simplesmente
Penso no sono da paz
No amor
Que nunca me sentiu
Mas também, não mentiu.

27 de novembro de 2005

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