|
|
DESPEDIDAS
(Fernando José Tricerri) |
Em tempo mensurável, renovam-se vidas...
Murcham as flores, antes viçosas...
Recobrindo-se de despedidas...
Os topázios, os jasmins, as rosas...
Em despedida lenta se vão amores...
Alguns deixam perfumes, outros bolores...
E tudo o que era, talvez jamais será...
Mas, eterna, a esperança se renovará...
Em despedida sofrida, findam ilusões...
Reais tristes ou luminescentes...
E das ansiedades despedem-se corações...
Silenciando-se culpados e inocentes...
Despedida... Vocábulo gélido e cinzento...
De todas quimeras, e todas verdades...
Desejada sempre quanto ao tormento...
E imortal no âmago da saudades...
Voltar
|